O Projecto " Arte Nossa" nasce pela necessidade de atribuir um novo ênfase às questões dos ofícios tradicionais de Castelo de Vide, uma vez que enfrentam o risco de desaparecer por completo, perdendo-se, assim, parte da memória colectiva de Castelo de Vide e, consequentemente, da sua autenticidade.É neste sentido que pretendemos não somente apresentar alguns destes ofícios, como também debatê-los num contexto teórico e numa perspectiva futura.Assim, o projecto incidirá em dois aspectos distintos mas que se complementam: por um lado a mostra de ofícios que será apresentada em pontos específicos da vila que o visitante percorrerá; por outro lado, um debate sobre a importância dos ofícios enquanto manifestações da identidade e autenticidade de Castelo de Vide, bem como promotores de desenvolvimento local.


História de Castelo de Vide

Castelo de Vide foi tomada aos Mouros por D. Afonso Henriques que a doou a Gonçalo Mouzinho, cavaleiro nobre do tempo de seu pai.
Em 1180 dava-lhe foral particular Pedro Eanes. D. Afonso III doou-a a seu filho, o infante D. Afonso, juntamente com Portalegre e Marvão. Nas lutas que travou com o seu irmão, o rei D. Dinis, Castelo de Vide foi um dos pontos de discórdia, pois o infante desejava muralhá-la, contudo, o rei não o consentia. As discórdias entre os dois irmãos só terminaram em 1282, quando D. Afonso cedeu a vila à coroa.
D. Dinis fez então algumas obras de defesa. Uns dizem, que fundou o castelo, outros porém, opinam que o rei se limitou a edificar a torre de Menagem e a fazer algumas reparações. É possível realmente que no local já existissem quaisquer obras defensivas, que tenham sido aproveitadas por D. Dinis.

Origem do Nome
A origem do nome de Castelo de Vide é geralmente atribuído a um vide o
u vides que nasceram e abundaram no sítio do primitivo burgo onde depois se edificou o castelo; outros, porém consideram que esta vila se chamasse Vila Devide ou Divide por estar muito próxima da raia. Para os que aceitam a primeira hipótese o vocábulo Videtem tem origem na videira que figura no brasão de armas; para os segundos, esse vocábulo deve atribuir-se à posição elevada em que a vila se encontra e da qual se descobrem horizontes amplos que abrangem os dois lados da fronteira.


Figura 1: Brasão de Castelo de Vide

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