O Projecto " Arte Nossa" nasce pela necessidade de atribuir um novo ênfase às questões dos ofícios tradicionais de Castelo de Vide, uma vez que enfrentam o risco de desaparecer por completo, perdendo-se, assim, parte da memória colectiva de Castelo de Vide e, consequentemente, da sua autenticidade.É neste sentido que pretendemos não somente apresentar alguns destes ofícios, como também debatê-los num contexto teórico e numa perspectiva futura.Assim, o projecto incidirá em dois aspectos distintos mas que se complementam: por um lado a mostra de ofícios que será apresentada em pontos específicos da vila que o visitante percorrerá; por outro lado, um debate sobre a importância dos ofícios enquanto manifestações da identidade e autenticidade de Castelo de Vide, bem como promotores de desenvolvimento local.


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Equipamentos sociais e colectivos


O concelho possui 4 freguesias: S. João Baptista, Santa Maria da Devesa, Santiago Maior, localizadas na sede do Concelho e Nª Srª da Graça de Póvoa e Meadas, sendo esta última uma freguesia rural de Castelo de Vide. Desta forma iremos caracterizar os equipamentos sociais e colectivos de Castelo de Vide e da sua freguesia rural:

Indicadores sociais

A população de Castelo de Vide tem apresentado, ao longo do tempo, uma reduzida dimensão populacional, sendo que dos 3872 habitantes no concelho, 669 possuem idades iguais ou superiores a 75 anos, o que evidencia o envelhecimento populacional de 226,8%, representando 227 idosos por cada 100 jovens.
De facto, segundo os Censos (2001) a taxa de mortalidade, em Castelo de Vide, era de 18,0% e apresentava valores de mais do dobro da natalidade (6,3%), muito embora os saldos migratórios tenham aumentado, no que concerne à população que se tem vindo a fixar na região.
A nível de população dependente, a taxa é de 43,1% (2001).
No respeita ao analfabetismo, a taxa é de 20,5% no concelho, verificando-se muito superior à nacional.
Por outro lado, a percentagem de idosos que vivem isoladamente é de 16,2%, com maior incidência nas mulheres (elevado número de viúvas). Neste sentido, os Centros Dia disponíveis em Castelo de Vide apenas cobria, em 2005, 2,2% desses casos (muito próxima da taxa nacional – 2,4%, e da taxa do distrito de Portalegre – 2,5%). O mesmo ocorre relativamente ao Lar de Idosos que apresenta uma taxa de 12,9% (sendo a nacional de 3,3%, e a do distrito de 6,8%). Os beneficiários da Apoio Domiciliário é de 4,1% (2005), enquanto a taxa a nível nacional é de 3,7%, e a do distrito de 5,4%.
Existem (2004) 27,7% de pensionistas por velhice (valor médio das pensões de 3553 €), e 9,6% de pensionistas por sobrevivência (valor médio anual de 1890 €).
Relativamente à saúde verifica-se que o concelho de Castelo de Vide possui, por cada 1000 habitantes (2003), 2,6 enfermeiros, 2,1 médicos e 0,8 farmacêuticos.
Quanto ao desemprego, este atinge uma taxa de 3,6% no sexo masculino, e de 8,5% no sexo feminino.
Quanto aos edifícios (2006) existem 1516 alojamentos ocupados por residência de habitação (cerca de 52,8% dos edifícios), num total de 2871, construídos antes de 2001. Deste número total de edifícios, 197 (13,0%) foram construídos antes de 1919.
Importa ainda referir que 2,2% do número total supra-citado são edifícios para demolição dos quais:
A 8 Alojamentos não têm electricidade (0,5%);
A 55 Alojamentos não têm retrete (3,6%);
A 4 Alojamentos têm retrete fora do alojamento, mas no edifício (0,3%);
A 11 Alojamentos têm água proveniente de fontanário ou bica (0,7%);
A 25 Alojamentos têm água proveniente de poço ou furo particular (1,6%);
A 2 Alojamentos têm água proveniente de outra forma (0,2%);
A 4 Alojamentos têm água fora do alojamento, mas no edifício (0,3%);
A 169 Alojamentos não têm instalação de banho ou duche (11,1%);
A 92 Alojamentos não têm aquecimento (6,1%).

Sobre a vila

Castelo de Vide, a vilazinha medieval, cidadezinha moderna, é sem dúvida peculiar. Desde logo, pelo vasto e riquíssimo património que herdou, quer da arquitectura civil, quer da militar e que em tudo contribuíram para a sua classificação como monumento nacional. Este conjunto patrimonial resulta, então, num centro histórico circunscrito por cerca de 2,5 km de muralhas, que desempenham agora a função de miradouros, possibilitando a contemplação de paisagens absolutamente fabulosas.
Vagueando pelas suas floridas ruelas estreitas e sinuosas, percorrendo desde o Burgo e a Judiaria Medievais até às Praças modernas, constantemente os olhos atentos tropeçarão na imensidão de elementos artísticos e de símbolos que imortalizam a história de outras gentes, a memória de outras culturas.
A riqueza ambiental que envolve Castelo de Vide resultou na sua classificação como parte integrante do Parque Natural da Serra de São Mamede, aliciando os mais aventureiros à realização de percursos que facilitam a descoberta de ambientes maravilhosos.
De facto, toda esta região carrega uma pesada herança cultural, que se transmite de geração em geração, perpetuando a identidade colectiva de um povo que se apresenta tão afável e hospitaleiro.
Através dos vestígios arqueológicos que remontam o paleolítico (menir da meada, necrópole megalítica dos coureleiros, construções de falsa cúpula, várias antas, etc.) confirma-se a presença e permanência de ocupantes na região ao longo de milhares de séculos.
É portanto, indubitavelmente, por todos estes motivos que Castelo de Vide se tem destacado como um destino turístico por excelência, por sua vez, potenciado por todo o património que esta simpática vila consagra.

Castelo de Vide

História de Castelo de Vide

Castelo de Vide foi tomada aos Mouros por D. Afonso Henriques que a doou a Gonçalo Mouzinho, cavaleiro nobre do tempo de seu pai.
Em 1180 dava-lhe foral particular Pedro Eanes. D. Afonso III doou-a a seu filho, o infante D. Afonso, juntamente com Portalegre e Marvão. Nas lutas que travou com o seu irmão, o rei D. Dinis, Castelo de Vide foi um dos pontos de discórdia, pois o infante desejava muralhá-la, contudo, o rei não o consentia. As discórdias entre os dois irmãos só terminaram em 1282, quando D. Afonso cedeu a vila à coroa.
D. Dinis fez então algumas obras de defesa. Uns dizem, que fundou o castelo, outros porém, opinam que o rei se limitou a edificar a torre de Menagem e a fazer algumas reparações. É possível realmente que no local já existissem quaisquer obras defensivas, que tenham sido aproveitadas por D. Dinis.

Origem do Nome
A origem do nome de Castelo de Vide é geralmente atribuído a um vide o
u vides que nasceram e abundaram no sítio do primitivo burgo onde depois se edificou o castelo; outros, porém consideram que esta vila se chamasse Vila Devide ou Divide por estar muito próxima da raia. Para os que aceitam a primeira hipótese o vocábulo Videtem tem origem na videira que figura no brasão de armas; para os segundos, esse vocábulo deve atribuir-se à posição elevada em que a vila se encontra e da qual se descobrem horizontes amplos que abrangem os dois lados da fronteira.


Figura 1: Brasão de Castelo de Vide

Localização Geográfica

Castelo de Vide é uma vila com cerca de 5000 habitantes, situada no Alto Alentejo, distrito de Portalegre. É sede de concelho e encontra-se situada aproximadamente a 550 metros de altitude, a 16 km da fronteira Espanhola. O concelho de Castelo de Vide abrange uma área de 264 km quadrados que se encontram repartidos por 4 freguesias (Sº João Baptista, Santa Maria da Devesa, Santiago Maior, localizadas na sede de concelho, e, Nª. Sª. da Graça à localidade de Povoa e Meadas).
O concelho de Castelo de vide faz fronteira com os concelhos de Nisa, Portalegre e Marvão. Castelo de Vide fica situado no interior de Portugal, perto de Espanha. Em frente da vila de Castelo de Vide fica a serra de S. Paulo, integrada no Parque Natural da Serra de S. Mamede.